segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

VOCÊ JÁ TEVE CANELITE?

Canelite é uma inflamação na camada que reveste a tíbia chamada de periósteo. Ela pode ocorrer devido à falta de preparo do corredor e também com os excessos.



Geralmente acontece quando um corredor está acostumado a correr em piso de terra batida ou grama e passa a correr em uma superfície mais dura como o asfalto ou cimento. Também esta relacionada quando ocorre uma mudança abrupta no volume de treinamento, como por exemplo, um corredor que esta acostumado a fazer 25km por semana de repente passa a percorrer 50 ou 60km em uma única semana. E ainda um terceiro fator, que sem dúvida pode contribuir para a canelite,é aquele seu tênis velho e inadequado.


Portanto fique ligado aos pequenos detalhes, porque aumentar o volume de treino principalmente em superfícies duras e ainda com o calçado errado pode ser uma experiência desagradável!


Tenha muito cuidado, suas “canelas” agradecem!

Um exercício bom para melhorar sua performance e não sentir mais essa dor, é um exercício que se faz no cross over na polia baixa, com a ajuda de uma faixa fazemos uma dorso-flexão no pé e soltando lentamente, com 3x 12 com pêso confortavel, o corredor trabalha o músculo tibial anterior, como segue exemplo da foto abaixo:

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

HIPERTENSÃO ARTERIAL, SAIBA MAIS...


Hipertensão arterial

A Pressão alta (hipertensão arterial) é a elevação persistente da pressão sanguínea e não a elevação ocasional, a que, por sinal, todos estamos sujeitos sem que isto represente qualquer anormalidade.
A hipertensão arterial também é conhecida como o “assassino silencioso”, pois não produz sintomas.
A pressão arterial cronicamente elevada pode lesar as artérias do globo ocular (da retina), os rins e o cérebro, além de sobrecarregar o coração e provocar o espessamento (hipertrofia) de suas paredes.
Em mais de 95% dos pacientes não há uma causa específica para o problema.
A hipertensão arterial é tratada com restrição de sal, exercícios aeróbicos regulares, perda de peso e, quando necessário, medicamentos.
Hipertensos diabéticos representam um grupo de risco especialmente elevado e nestes, a pressão arterial a ser atingida com o tratamento deve ser ainda menor que nos hipertensos não diabéticos.
O que é hipertensão arterial?
Em primeiro lugar, é bom ficar claro que hipertensão arterial não significa estresse emocional. A hipertensão caracteriza-se pelo bombeamento de sangue através de nossas artérias a uma pressão superior àquela encontrada na maioria das pessoas. Ela é geralmente diagnosticada quado um tensiômetro colocado no braço registra níveis iguais ou superiores a 140/90 mmHg em múltiplas aferições sob diferentes condições (mmHg significa milímetros de mercúrio e é a unidade para mensuração da pressão). Acima deste nível, é maior o risco de agressões a órgãos nobres como coração, cérebro e rins, além de acelerar-se o processo de endurecimento das artérias (arteriosclerose) e facilitar-se o depósito de gordura nos vasos (aterosclerose).
A pressão sistólica, ou máxima, como habitualmente dizemos, representa a pressão nas nossas artérias quado o coração se contrai e ejeta sangue dentro delas. A pressão diastólica ou mínima, ocorre quando o coração se relaxa e representa a pressão mínima a que as artérias estão expostas antes da contração cardíaca subsequente.



A hipertensão afeta cerca de 20% da população brasileira e, neste grupo, para um mesmo nível de pressão arterial, os órgãos dos pacientes de raça negra são mais afetados que os de outras raças.
Em oitenta por cento dos casos, a pressão está levemente elevada (pressão diastólica entre 90 e 104 mmHg e/ou pressão sistólica entre 140 e 159 mmHg). A chamada “hipertensão sistólica isolada” onde apenas a pressão sistólica se encontra elevada afeta cerca de 30% a 40% da população acima de 65 anos e associa-se com o mesmo risco de derrame cerebral e infarto do miocárdio.

Quais as complicações decorrentes da hipertensão?
A mais grave é a doença das artérias. Estes vasos sangüíneos têm paredes lisas e levam o sangue do coração para todos os órgãos do corpo.
Com a hipertensão arterial ocorre infiltração de açúcar, gorduras, cálcio e outras substâncias nas paredes das artérias, o que provoca o aparecimento das lesões arteriais.
As lesões arteriais aumentando progressivamente vão agredindo os órgãos, devido à falta de adequada oxigenação dos tecidos (isquemia).
O prejuízo é maior quando ocorre o fechamento da artéria (infarto), provocando a morte do tecido que era nutrido por esta artéria.
Desta forma teremos os comprometimentos dos órgãos de acordo com as artérias afetadas, conforme figura abaixo.
Ou seja: no cérebro teremos o infarto cerebral, ou acidente vascular cerebral (AVC), ou também chamado pelos leigos de derrame cerebral.




Nos rins ocorre o infarto renal.





Nos intestinos o infarto intestinal.





Nos membros leva à gangrena





No coração à angina do peito e ao infarto do miocárdio.




A Hipertensão Arterial também provoca a hipertrofia do músculo do coração. Em outras palavras o músculo fica mais espesso e, portanto, há uma maior dificuldade de nutrição do mesmo pelas artérias coronarianas.

CORAÇÃO HIPERTROFIADO E DILATADO – Estágio Descompensado









O que sente um paciente com pressão alta?

NADA. Este é o grande problema desta doença, e não é à toa que a chamam de “assassina silenciosa”. Esta condição vai exercendo seus estragos silenciosamente sem que o paciente se aperceba. Sintomas geralmente atribuídos à pressão alta como dor de cabeça, vertigens, visão borrada, são raros. A única maneira de diagnosticar hipertensão arterial é tirando a pressão e tratando-a a tempo, antes que as consequências sobre os vasos e órgãos nobres se manifestem. Por isso é importante uma conscientização sobre a necessidade de avaliar periodicamente a pressão, e mais ainda, se houver história familiar de hipertensão arterial.

Como se diagnostica a hipertensão arterial?




A pressão alta é diagnosticada quando a medida revela uma pressão sistólica acima de 140 mmHg e/ou uma pressão diastólica acima de 90 mmHg.
Uma vez diagnosticada a existência de hipertensão arterial, é preciso proceder a uma avaliação do grau de acometimento dos órgãos-alvo, ou seja, aqueles preferencialmente agredidos pela pressão alta: vasos sanguíneos, coração, rins e cérebro. Obviamente, o exame clínico já fornece algumas informações importantes. O exame do fundo de olho dá uma idéia do estado das pequenas artérias, precocemente atingidas pela hipertensão. O coração é avaliado por eletrocardiograma e ecocardiograma (ultrassom do coração) e estes exames podem demonstrar o espessamento (hipertrofia) das paredes do coração: a pressão alta sem controle pode acabar levando à dilatação do coração e insuficiência cardíaca. O raio-X do tórax é útil para avaliação do tamanho do coração e do acúmulo de líquido nos pulmões quando ocorre insuficiência cardíaca. Exames de sangue e urina ajudam a identificar o acometiment dos rins. O ultrassom das artérias do pescoço (duplex-scan de carótidas e vertebrais) é por vezes indicado para avaliar o risco de derrame cerebral, pois a partir de acúmulo de gordura (aterosclerose) nestes vasos originam-se boa parte destes trágicos acidentes. A identificação de pacientes em risco pode orientar a instituição de medidas preventivas.
Como a pressão arterial oscila muito ao longo do dia e pode elevar-se em resposta a situações de estresse, não é incomum encontrarmos pacientes com pressão normal, porém sistematicamente alta quando vão ao consultório médico. Como resultado, o paciente pode acabar recebendo um “rótulo” pelo resto da vida e ser tratado com remédios sem ser hipertenso na realidade. Esta condição é benigna e denomina-se “hipertensão do jaleco branco” ou mais simplesmente “hipertensão de consultório”. Para diferenciá-la da verdadeira hipertensão, solicitamos ao paciente que tire sua própria pressão com aparelhos (confiáveis) automatizados e nos apresente um pequeno diário com os valores de medidas repetidas fora do consultório. Um método preciso para diferenciar a verdadeira hipertensão da “hipertensão de consultório” é a monitoração ambulatorial da pressão arterial, ou mais simplesmente M.A.P.A. ou M.R.P.A, nos quais um pequeno registrador é acoplado a um manguito adaptado ao braço do paciente. A pressão é automaticamente registrada a intervalos regulares num período de 24 horas ou durante 5 dias,pela manhã e à noite, e os resultados analisados num programa especial de computador.

Qual a causa da pressão alta?

Não existe uma causa específica em 95% dos casos e por isso a hipertensão é chamada de “primária” ou “essencial”. A grande maioria dos casos de hipertensão primária resulta do aumento da rigidez das artérias periféricas (aumento da resistência periférica) que por sua vez associa-se a herança genética, sobrepeso, consumo excessivo de sal, vida sedentária e ao próprio envelhecimento.
Dentre os 5% de causas identificáveis, a mais freqüente é a hipertensão associada a uso de pílulas anticoncepcionais em mulheres acima de 35 anos, especialmente fumantes. Para estas mulheres, o tratamento basicamente consiste na interrupção do uso das pílulas e na cessação do tabagismo.
O estreitamento de uma ou mais artérias que irrigam os rins é uma condição relativamente rara, que causa hipertensão grave, geralmente de início súbito. A maioria destes casos (66%) ocorre em pacientes idosos e resulta do crescimento de uma placa de aterosclerose na artéria que irriga um dos rins. Os 33% restantes resultam de espessamento (fibroplasia) da parede muscular da artéria e acometem preferencialmente mulheres jovens. Esta condição pode ser diagnosticada por arteriografia renal (injeção de contraste com raios-X) mas antes disso, alguns exames não invasivos permitem reforçar a suspeita clínica (ultrassom duplex de artérias renais, cintilografia renal). O tratamento é através de angioplastia, ou seja, dilatação da artéria com balão ou de cirurgia.
Outras causas menos comuns são tumores das glândulas suprarrenais (sindrome de Cushing, feocromocitomas) cujo dagnóstico pode ser suspeitado através de exames de sangue e confirmado por tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
Como se trata a hipertensão arterial?
O tratamento da hipertensão arterial é por toda a vida. A doença, na grande maioria das vezes, não tem cura, mas tem tratamento e controle. A redução da pressão arterial por dieta, exercícios físicos, perda de peso e medicação, tem um efeito dramático na prevenção de complicações, permitido que o paciente leve vida absolutamente normal.
Mais da metade dos pacientes têm sua pressão reduzida apenas com a eliminação do saleiro e das comidas com alto conteúdo de sal, como conservas, enlatados, alimentos processados e industrializados. A perda de peso tem profundo impacto sobre o controle da pressão, muitas vezes eliminando a necessidade de medicamentos. Estes, por sua vez, reduzem o risco de infarto, falência renal e derrame cerebral, podendo e devendo ser usados quando as simples medidas dietéticas não controlam a pressão ou quando, ao exame do paciente, já se identificam sinais de agressão a órgãos nobres (órgãos-alvo). Hoje, numerosas são as classes de medicamentos destinados a controlar a pressão arterial, cada uma exercendo efeito diferente e, dentro de cada classe, há muitos medicamentos disponíveis. Por este motivo, hoje em dia é muito raro encontrarmos pacientes resistentes à combinação de agentes anti-hipertensivos.
Dente os medicamentos mais utilizados, encontramos os diuréticos, que neste caso, não se destinam a fazer com que os pacientes urinem mais, como muitos pensam. Na verdade, os diuréticos (basicamente os tiazídicos ou combinações como são administrados em baixas doses e ajudam os vasos sanguíneos a se relaxarem, conseqüentemente baixando a pressão. Os diuréticos também são comumente prescritos em associação com outros agentes em baixas doses de modo que um potencializa a ação do outro, com menos efeitos colaterais do que quando cada droga é utilizada isoladamente em doses maiores.
Os betabloqueadores (PROPRANOLOL, ATENOLOL, METOPROLOL, etc.) reduzem a força da contração cardíaca, conseqüentemente baixando a pressão. Na maioria das vezes são bem tolerados, mas podem causar depressão, fadiga e, eventualmente, impotência sexual.
Os bloqueadores dos canais de cálcio (ANLODIPINO, VERAPAMIL, DILTIAZEM, NITRENDIPINO, etc.) relaxam a musculatura das artérias e também podem diminuir a força de contração do coração. Podem provocar inchação dos pés, dor de cabeça, vermelhidão, constipação intestinal.
Os inibidores da enzima conversora da angiotensina (CAPTOPRIL, ENALAPRIL, LISINOPRIL, QUINAPRIL,RAMIPRIL,FOSINOPRIL, etc.) previnem a produção de um agente natural, a angiotensina II, um potente constritor dos vasos sanguíneos com consequente relaxamento dos vasos e queda da pressão. Estes medicamentos costumam ser muito bem tolerados, mas alguns pacientes são obrigados a suspendê-los devido ao aparecimento de tosse seca. Outros mais raramente podem desenvolver insuficiência renal, podendo, porém, ser facilmente identificados por exames de sangue antes que esta complicação ocorra.

Os inibidores dos receptores da angiotensina II (LOSARTAN, VALSARTAN, CANDESARTAN, CANDESARTAN, IRBESARTANA, etc.) são os mais novos armamentos do arsenal de drogas contra a hipertensão arterial. Seu mecanismo de ação é por bloqueio da ação da angiotensina II sobre os locais onde ela age, e não por inibição de sua produção. Por isso sua ação é parecida com a dos inibidores da enzima conversora da angiotensina, mas são excepcionalmente bem tolerados e não produzem tosse. Infelizmente, ainda são medicamentos muito caros.
Existem outras classes de medicamentos, como os vasodilatadores os alfa-bloqueadores (PRAZOSINA) os alfa-agonistas centrais (METILDOPA, CLONIDINA)e os novos inibidores da renina (ALESQUIRENO).
É preciso salientar que o controle da hipertensão arterial em diabéticos deve ser muito mais intenso, pois estes pacientes encontram-se em risco muito maior para o desenvolvimento (rápido) de lesões dos vasos sanguíneos. Para estes, é necessário garantir a obtenção de cifras mais baixas, em torno de 120/75 mmHg.
Técnicas de terapia alternativa como acupuntura e relaxamento podem ser úteis e têm ganhado mais aceitação.

A melhor abordagem para o problema da hipertensão arterial é a conscientização do público sobre seus riscos, e a necessidade de diagnóstico precoce e tratamento permanente, antes que o dano irreversível se instale. Medidas simples, não medicamentosas, mas que implicam uma modificação de hábitos de vida não saudáveis podem resolver a grande maioria dos casos.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Câncer e Atividade Física

Conhecendo os fatores de influência e alterações do metabolismo


O que é Câncer?

O Câncer é um conjunto de doenças caracterizado pela substituição de células normais por células com material genético alterado, fazendo com que os tecidos percam sua função.
Essas células alteradas multiplicam-se rápida e descontroladamente, aumentando a massa tumoral em um curto espaço de tempo.
Além de manter-se em seu local de origem, o conjunto de células cancerígenas pode migrar para outro local do corpo, atingindo outro tecido, a esse processo, dá-se o nome de metástase.
Dependendo do tecido onde o tumor se instala, o câncer recebe uma outra denominação, por exemplo, quando se instala em epitélio, seja ele interno ou externo, recebe o nome de carcinoma; quando se instala em tecido de suporte, como osso, tecido adiposo e músculo, recebe o nome de sarcoma; quando originam-se em células que produzem pigmento, denomina-se melanoma, etc…

Causas

As causas desse processo são inúmeras, podendo estar relacionadas com fatores genéticos ou ambientais, sendo esta segunda a apresentada na maioria dos casos, como por exemplo dieta, fumo, contato com drogas ou substâncias tóxicas, poluição, radiação, estilo de vida etc…

Papel do Sistema Imune

O sistema Imunológico tem um papel fundamental na proteção do organismo, tendo capacidade de reconhecer fatores estranhos, como as células canceroras. Ele é constituído de células distribuídas em vários órgãos denominados linfóides (fígado, baço, timo, gânglios linfáticos, medula óssea) e circulante no sangue, sendo que as principais células acionadas na defesa contra o câncer, são os linfócitos, que atacam as células infectadas e secretam linfocinas, que regulam e estimulam o desenvolvimento de outras células do próprio sistema imune.
Todos os tipos de câncer provocam uma imunodepressão, enfraquecendo o Sistema Imune.

Epidemiologia

Atualmente o Cancer é responsável pela morte de mais de 122.000 indivíduos por ano, no Brasil, e mais de 6 milhões no mundo inteiro, conforme dados da OMS.

Fisiologia

A maioria dos óbitos causado pelo câncer são devido à instalação de um catabolismo intenso no organismo (caquexia), que é geralmente caracterizado pelo desenvolvimento de anemia, anorexia, perda de peso, astenia e alteração no metabolismo dos macronutrientes; o que traz como conseqüência elevadas concentrações de substratos circulantes. Isso seria de grande utilidade para fortalecer as células imunológicas; porém, as células tumorais apresentam grande quantidade de GLUT1 e GLUT3 em sua membrana, assim, captam esses substratos com mais facilidade estando em constante competição com o sistema imune.
Além disso, em resposta ao estímulo dado pelas células cancerígenas, o sistema imune secreta uma série de mediadores químicos, conhecidos como citocinas pró-inflamatórias, que provocam uma alteração maléfica do metabolismo do paciente.

Câncer e Exercício

Inúmeros estudos evidenciam que a prática regular de exercícios físicos reduz os riscos de contrair a doença, e melhora as condições de vida de portadores de tumor, beneficiando assim a qualidade de vida do paciente.

Exercício como Prevenção

O exercício reduz os níveis de glicose e de insulina e eleva os níveis de hormônios corticosteróideos, eleva também os níveis de citocinas antiinflamatórias e aumenta a expressão dos receptores da insulina nas células que combatem o câncer.
Sabe-se também que a atividade física aumenta a produção de interferon, estimula a enzima glicogênio sintetase, aprimora a função dos leucócitos e acera o metabolismo do ácido ascórbico, isso faz com que tenha uma contribuição na prevenção da formação de tumores cancerosos.
Muitos estudos associam também obesidade ao risco de desenvolver câncer; uma das explicações é o fato de a obesidade ser uma doença crônica, inflamatória, pois o tecido adiposo, em especial o branco, secretar mais de 50 substâncias, dentre as quais estão relacionadas as famigeradas citocinas, citadas anteriormente; portanto para indivíduos que têm um estilo de vida saudável, com prática e de exercícios físicos e uma dieta balanceada, esse risco diminui consideravelmente..

“O obeso tem uma maior chance de desenvolver o câncer de mama, principalmente as mulheres depois da menopausa. Na mulher obesa, há ainda a freqüência do câncer do colo do útero. Outros tipos de câncer, como o do pâncreas e do esôfago também estão ligados ao peso”, disse Fernando da Cunha - diretor do Centro de Oncologia de Campinas em entrevista ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional (disponível em http://www.ecodebate.com.br/2009/11/30/diretor-do-centro-de-oncologia-de-campinas-diz-que-incidencia-de-cancer-esta-diretamente-ligada-a-obesidade/)

Estudo comparativo de freqüência cardíaca de repouso mostra que quando o há uma freqüência cardíaca de repouso baixa, indicando um bom condicionamento físico há menos incidência de câncer.

Sabe-se, também, que o exercício em intensidade moderada/intensa auxilia no fortalecimento do sistema imunológico, ao contrário de exercícios de alta intensidade (como maratonas) que o deprimem.

Exercício como auxiliar no tratamento

Exercício minimiza os efeitos do tratamento medicamentoso e cirúrgico do paciente com câncer.
A fadiga, sintoma comum em pacientes em tratamento de câncer, é um grande fator limitante para o início da prática, porém Dimeo et al (1998), investigaram os efeitos do treinamento aeróbio nos pacientes que apresentavam esse sintoma e chegaram à conclusão que um programa bem definido quanto intensidade, duração e freqüência pode ser utilizado como ferramenta para atenuá-lo.
Pacientes com câncer de mama que não realizam exercícios logo após a cirurgia podem desenvolver linfedema, que pode limitar o movimento articular, além de evoluir para complicações mais sérias, como as infecciosas, tróficas, osteoarticulares, neoplásicas e psicológicas.

Exercício na Sobrevida

Holmes et al (1998) investigaram em seu estudo a vida de mais de 2900 mulheres diagnosticadas com câncer de mama e chegaram à conclusão de que aquelas que se mantiveram ativas, praticando atividades de moderada intensidade, reduziram o risco de evolução do tumor para outra localidade do corpo (matástase), e apresentararam mais disposição para atividades cotidianas; mas também verificaram que aquelas que praticaram exercício muito intenso apresentaram uma evolução do estágio 1 da doença para o estágio 2, o que sugere eu exercícios muito intensos não são recomendados a esses pacientes.
Todo exercício auxilia na manutenção dos níveis funcionais do organismo, e com o paciente que apresenta câncer, isso não é diferente, incluir atividades físicas em sua rotina faz com que os substratos “livres” no sangue sejam utilizados para dar energia para a prática, diminuindo então essa oferta às células cancerosas, ajudando no controle da doença. Além disso, os benefícios psicológicos são inúmeros.
O exercício físico, quando devidamente controlado em volume, intensidade e freqüência, é um grande aliado na prevenção e tratamento do paciente com câncer. Conhecer seus efeitos é papel do Educador Físico que vai lidar com esse público e com saúde e qualidade de vida para a população em geral.

DICAS PARA PREVINIR O CÂNCER:
1- Faça consultas periódicas com seu médico - MulheresàGinecologista; HomensàUrologista;
2- Faça exames preventivos de investigação - Mulheres à Exames ginecológicos e auto exame da Mama; Homens à Exames de investigação de próstata;
3- Após 50 anos, faça exames investigativos de detecção de sangue em fezes;
4- Consulte-se com regularidade com seu dentista, e mantenha uma adequada higiene bucal;
5- Evite exposição prolongada ao sol, procure horários de menos risco (antes das 10hs e depois das 16hs) e use sempre protetor solar, chapéu etc…;
6- Limite ingestão de bebidas alcoólicas;
7- Faça uma dieta balanceada, evite a obesidade;
8- Não utilize medicamentos sem o conhecimento de seu médico;
9- Pare de FUMAR!
10- Pratique exercícios físicos com regularidade.

BIBLIOGRAFIA

1- ALMEIDA V.L.; LEITÃO A.; REINA L.C.B.; MONTANARI C.A.; DONNICI C.L. Câncer e agentes nti-neoplásicos ciclo-celular específicos e ciclo-celular não específicos que interagem com o DNA: Uma introdução. Química Nova. V.28, N.1, p.118-129, 2005

2- BACURAU R.F.P.; COSTA ROSA L. F. B. P. Efeitos do exercício sobre a incidência e desenvolvimento do câncer. Revista Paulista de Educação Física. São Paulo. V.11, n.2, p.142-147, 1997

3- BATTAGLINI C.L.; BOTTARO M.; CAMPBELL J.S.; NOVAES J.; SIMÃO R. Atividade Física e níveis de fadiga em pacientes portadores de câncer. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. V.10, N.2, p.98-104, 2004

4- DIMEO F.; RUMBERGER B.G.; KEUL J.; Aerobic exercise as therapy for cancer fatigue. Medicine and Science in Sports and Exercise. Indianápolis. V.30, n.4, p.475-478, 1998

5- HOLMES M.D.; CHEN W.Y.; FESKANICH D.; KROENKE C.H.; COLDITZ G.A. Physical Activity and Survival after breast cancer diagnosis. Journal of American Medical Association. V.293, N.20, p.2479-2486, 2005

6- MCNEELY M.L.; CAMPBELL K.L.; ROWE B.H.; KLASSEN T.P.; MACKEY J.R.; COURNEYA K.S. Effects of exercise on breast cancer patients and survivors: systematic review and meta-analysis. Canadian Medical Association Journal. V.175, p.34-41, 2006

7- REZENDE L.F.; BELETTI P.O.; FRANCO R.L.; MORAES S.S.; GURGEL M.S.C. Exercícios livres versus direcionados nas complicações pós-operatórias de câncer de mama. Revista da Associação Médica Brasileira. V.52, N.1, p.37-42, 2006

8- SPINOLA A. V.; MANZZO I.F.; ROCHA C. M. As relações entre exercíccio físico, atividade física e o câncer. Conscientiae Saúde. São Paulo. V.6, n.1, p.39-48, 2007

9- WANNAMETHEE A.G.S.; MACFARLANE P. W. Heart Rate, Physical Activity, and Mortality from Cancer and Other Noncardiovascular Diseases. American Journal of Epidemiology Vol. 137, No. 7: p. 735-748. 1993

10- WILSON R.W.; JACOBSEN P.B.; FIELDS K.K. Pilot Study of a home-based aerobic exercise program for sedentary cancer survivors treated with hematopoietic stem cell transplantation. Bone Marrow Transplatation. V.35, p.721-727, 2005

Insuficiência Cardíaca e Exercício Físico de Alta Intensidade

Não restam dúvidas entre os profissionais da saúde, principalmente médicos e educadores físicos, que a prática regular e orientada de exercícios físicos tornou-se uma efetiva opção de intervenção terapêutica capaz de retardar ou, até mesmo, reverter diversas alterações decorrentes da evolução do quadro clínico da insuficiência cardíaca (IC). Ao mesmo tempo, sabe-se que a inatividade física, o sedentarismo, acelera sua evolução agravando os sintomas. Em pacientes com IC, os mecanismos responsáveis pela melhora da capacidade funcional induzida pelo exercício físico são complexos; envolvem modificações centrais e periféricas com efeitos hemodinâmicos e neuro-hormonais. Atualmente, graças aos avanços científicos e tecnológicos, as pesquisas envolvendo IC e exercícios físicos tornaram-se altamente específicas, buscando respostas para seus reais benefícios em nível celular e molecular.



Mas, qual será o melhor programa de exercícios físicos para um paciente com IC? Durante décadas “pregou-se a palavra” (e, claro, ainda se prega) de que o exercício aeróbio, contínuo e de intensidade baixa à moderada é aquele que poderá proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente praticante. Porém, recentemente, esse paradigma começou a ser quebrado. Um grupo de pesquisadores europeus vem conduzindo estudos elegantes e altamente controlados com exercícios físicos intermitentes (ou intervalados) de alta intensidade (95% da FC máx) em pacientes com IC. Apesar do susto inicial e da inevitável “torcida de nariz”, os resultados são extremamente animadores.
O primeiro estudo sobre esse tema (segue citado abaixo) mostrou que os pacientes submetidos ao exercício intenso intermitente apresentaram efeitos benéficos mais expressivos na função cardíaca, avaliados por exame ecocardiográfico, quando comparados ao grupo que realizou exercício moderado contínuo e ao grupo que permaneceu sob a terapia medicamentosa usual.
Esse e os demais resultados do estudo mostram a superioridade dos efeitos do exercício intenso intermitente sobre o moderado contínuo em uma população especial, com uma grave síndrome cardiovascular. Isso contribuirá, em um futuro próximo, para a criação de novas diretrizes para o tratamento da IC utilizando-se do exercício físico como adjuvante terapêutico em programas de reabilitação cardiovascular.
Porém, cautela! Poucos estudos mostram essa quebra de paradigma. E os que o fazem são muito bem conduzidos e controlados por grandes institutos de pesquisa em países europeus desenvolvidos. Até o momento, poucos pesquisadores brasileiros se dispuseram a estudar o assunto; entretanto, questões éticas ainda entravam a aplicação das pesquisas.
Se você, caro leitor, assim como eu ficou animado ao saber de tais inovações, vá com calma! Continue fazendo seu trabalho, sempre lendo e buscando atualizações. O tempo nos dirá o melhor caminho a seguir.
Referências:

Wisloff, U; et al. Superior cardiovascular effect of aerobic interval training versus moderate continuous training in heart failure patients: a randomized study. Circulation. 115: 3086-3094, 2007.

Wisloff, U; et al. High-intensity interval training to maximize cardiac benefits of exercise training. Exerc Sport Sci Rev. Jul;37(3): 139-46, 2009.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

CORRER FAZ BEM

O que fazer antes de começar a correr


CHECK-UP

Antes de sair correndo por aí, é preciso avaliar a sua saúde com médicos especializados. “É fundamental fazer um check-up clínico, ortopédico, oftalmológico e até dentário, pois a presença de placa bacteriana, por exemplo, é capaz de afetar o rendimento”, afirma o treinador Victor Teixeira, da Vicsports Assessoria Esportiva, em São José dos Campos São Paulo. Outros exames indispensáveis são avaliação física com eletrocardiograma de esforço, teste de capacidade aeróbica e de biomecânica, realizado em esteira para analisar o tipo de pisada.



AQUECIMENTO

É importantíssimo aquecer o corpo antes de começar a atividade. Faz parte desse ritual o alongamento, especialmente dos membros inferiores, o trote leve e os exercícios de amplitude, como passadas mais largas em um percurso plano e reto. Isso tudo deve ser feito de forma lenta e gradual para aumentar aos poucos a temperatura do organismo sem causar fadiga nem reduzir as reservas de energia. “De quebra, você ainda diminui os riscos de lesão e se prepara psicologicamente para todo o esforço que está por vir”, completa o Profissional Victor Teixeira.

Os benefícios da corrida para o dia-a-dia


No parque, na rua ou na esteira, correr faz bem para o corpo e para a alma. Além de garantir uma silhueta sequinha e definida, a atividade combate a TPM e a depressão e ainda ajuda você a superar limites.

Desde que a americana Kathrine Switzer participou disfarçada de homem da Maratona de Boston, nos Estados Unidos, em 1967, a corrida nunca mais foi a mesma: além de mostrar que as mulheres também têm força e resistência para percorrer 42 quilômetros, a corredora ajudou a criar provas específicas para o sexo feminino. Aos poucos, a moda chegou por aqui. Segundo dados da Corpore, entidade que organiza provas de rua no Brasil, desde 2003 são as mulheres que mais contribuem para o crescimento da modalidade – hoje elas preenchem 30% das inscrições. O Projeto Mulher, criado há oito anos, em São Paulo, pela nutricionista Heloísa Guarita e pela professora de educação física Cristina de Carvalho, é prova dessa grande demanda feminina pela modalidade. “Percebemos a necessidade de orientação específica para as mulheres que queriam correr e aprender a comer direito. Começamos com 15 e hoje são 150 participantes de diferentes faixas etárias”, conta Heloísa. Para quem acha que correr entre mulheres pode ser chato, a especialista garante que não. “ Elas conversam, trocam experiências e se ajudam”, diz.


Tenis para corrida:

Modelos confortáveis, bonitos e high tech que vão deixá-la mais segura e animada para colocar o pé na estrada, na esteira ou no parque:



Adidas 1, R$ 799. Promete ajustar o amortecimento após quatro passadas, pois vem com um sensor magnético debaixo do calcanhar que mede a compressão de cada pisada, levando em consideração o peso da corredora, a velocidade, o tipo e a inclinação do terreno.

 Mizuno Wave Creation 9, R$ 549,99. Além de evitar o deslocamento do calcanhar durante a corrida, o calçado apresenta orifícios de ventilação em toda a extensão da sola que reduzem a concentração de calor e umidade.


Asics GEL-Kayano 15, R$ 499. O modelo apresenta design assimétrico de amarração, garantindo mais conforto, e uma deformação controlada da entressola, que aumenta a estabilidade do tênis, principalmente nas fases de transição e propulsão.

 Reebok Premier Smoothfit Cushion, R$ 399,90. Primeiro modelo da marca a dispensar as costuras internas, a fim de não agredir a pele e oferecer um perfeito ajuste aos pés. O interior traz ainda um forro que acelera a evaporação da umidade, diminuindo as chances de aparecerem bolhas.


K-Swiss Konejo, R$ 359. Desenvolvido com solado de borracha de alta durabilidade e sulcos multidirecionais que aumentam a estabilidade do tênis e facilitam os movimentos. Além disso, o cabedal é revestido com tela que favorece a ventilação.
Nike Zoom Victory +, R$ 399,90. Destaque para o revestimento interno feito com fios de um tecido especial – eles dão a sensação de que o pé está sendo “abraçado” pelo tênis, gerando conforto e segurança para a atleta. É indicado para treinos leves.

Bom galera, qualquer duvida e só me contatar

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facebook. Victor Teixeira

abs e bons treinos.