quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

TREINE 3 X SEMANA E CORRA BEM

Nem todos os corredores dispõem de tempo suficiente para realizar treinos em seis ou sete dias da semana. Entretanto, isto não significa que não se possa alcançar um rendimento satisfatório nas competições esportivas.


Assim, para otimizar o tempo e proporcionar um trabalho de qualidade, o corredor deve priorizar determinados tipos de treinamento que o tornem resistente e veloz para enfrentar as diversas distâncias.

O desafio de tornar a corrida em algo específico às necessidades individuais passa pela divisão do plano de rendimento em etapas. Para o nosso propósito, essas etapas serão:

Desenvolvimento: buscando a melhora do condicionamento do corredor para "treinar melhor";

Aperfeiçoamento: buscando a melhora do rendimento do corredor para "competir melhor";

Restauração: buscando a recuperação do corredor para "descansar melhor"

Com estes três conceitos, podemos elaborar o plano de rendimento esportivo de modo que o corredor venha a obter o seu melhor desempenho nas competições. O plano que vamos apresentar consiste em três dias de treino na semana, o que será suficiente para as pretensões dos corredores mais exigentes e com reduzido tempo para dedicar-se aos treinamentos.
Conforme a nossa proposta, temos três tipos de treinamento para os quais o corredor deverá dispor de tempo para realizar um trabalho de qualidade que atenda aos conceitos expostos. Assim, temos os seguintes treinamentos:

T1 : Visa melhorar a resistência geral do corredor. Caracteriza-se por ser de baixa a moderada intensidade e de volume moderado a alto;

T2: Objetiva a melhora da velocidade e resistência específica do corredor. Caracteriza-se por ser de moderada a alta intensidade e de volume moderado;

T3: Destinado à melhora do ritmo de competição. É de alta intensidade e baixo volume.

Na primeira etapa do plano, o desenvolvimento, com duração de 8 semanas, o corredor deverá utilizar o T1, que é um trabalho predominantemente aeróbico, e o T2, um trabalho misto (aeróbico x anaeróbico).

Exemplo de etapa de desenvolvimento para 10 km e 42 km

Na segunda etapa do plano de rendimento, o aperfeiçoamento, com duração de 4 semanas, o corredor irá utilizar o T2 e o T3, que é predominantemente anaeróbico.

Exemplo de etapa de aperfeiçoamento para 10 km e 42 km

Na semana da competição, o corredor deverá realizar treinos T1, com trotes entre 30-45 min e algumas acelerações entre 100-200m para "soltar" os músculos e manter a "memória" muscular relacionado à velocidade e ritmo de competição, por 2 vezes na semana. O terceiro "treino" será a própria competição.

Já na semana posterior à competição, temos a etapa de restauração, que será caracterizada por 2 treinos tipo T1, com trotes entre 30-45 min e alongamentos. Para os 10 km, uma semana será suficiente; para a maratona, de 2 a 3 semanas de restauração são indicadas como ideal. Após esta fase, o corredor poderá reiniciar o ciclo de treinamento, com um novo plano de rendimento esportivo.

Estas são as especificações da nossa proposta de treinamento para os corredores com pouco tempo destinado à prática da corrida, mas que, mesmo assim, têm pretensões de obter bons resultados nas competições.

Os exemplos aqui expostos podem ser modificados conforme as necessidades de cada caso particular, porém, sempre se seguindo as premissas básicas da proposta, ou seja, o plano de rendimento esportivo e os tipos de treinamento que devem ser aplicados em cada etapa.

A partir daqui, é com você, amigo corredor. Bons treinos e boas provas!



domingo, 6 de fevereiro de 2011

BENEFÍCIO DA MASSAGEM

A massagem é um recurso terapêutico extraordinário, devido aos efeitos fisiológicos que causam no corpo, sobretudo nos músculos , tecidos de revestimentos como as fascias , que é um tecido conjuntivo existente no corpo todo. A fáscia recobre os músculos, divide os septos musculares, e víceras, por este tecido passam o sistema vásculo- nervoso (artéria, vasos e nervos), e serve também como sustentação, pois é um emaranhado de tecido fibroso, composto por fibras colágenas em sua maioria .


O que a massagem tem a ver com estas estruturas

É através das massagem que estaremos liberando estas estruturas, músculos e fascia, em outros casos os ligamentos, mas como assim liberar?

Isto significa que no caso de instalação de uma aderência, espasmos musculares, os ditos pontos de tensão, normalmente provocados por má postura no trabalho,” Mal jeito nas costas”, pescoço , coluna lombar e outros bem como o sono irregular (provoca queda da serotonina cerebral que aumenta a tensão muscular, provoca dor “miofacial”, cefaléia tensional e outras), podem ser soltos.Os pontos de tensão são relaxados através da massagem.

A tensão aumentada nestas estruturas, provocam a isquemia tecidual local, ou seja, diminuição do aporte sanguíneo, diminuição de oxigêneo, causando retenção de catabólicos nociceptivos, que são substâncias que provocam dor, sem contar que há uma perda na quantidade de glicosaminoglicanos, que é uma glicoproteina, que é responsável pela lubrificação e mobilidade do tecido facial, tendíneo e outros tecidos, realizando a massagem sobre estas estruturas ocorrerá a quebra da isquemia local, melhorando o aporte de sangue no local, relaxamento muscular e melhora do glicosaminoglicanos, inibindo o sintoma doloroso e melhorando o deslizamento entre as fáscias e fibras musculares, potencializando a contração muscular com economia de energia.

Mas quem pode realizar a massagem ? Em suma, qualquer pessoa que massageie poderá causar algum tipo de alívio, mas é claro, se for realizada por um profissional qualificado, como um fisioterapêuta ou educador físico, que está apto para tecnicas manuais, isto trará um grande benefício no controle da DOR e melhora da funcionalidade, pois normalmente haverá outras estruturas que deverão ser liberadas , como por exemplos as vértebras no caso de envolvimento de dor nas costas.

Hoje está muito em evidência as técnicas manuais, que digo aqui são recursos fabulosos, quando usado de forma correta, diga-se de passagem que a massagem é apenas uma técnica, que um montante de tecnicas manuais, que são empregados pelas mãos dos profissionais fisioterapêutas e/ou educadores físicos.

Ter conhecimento para saber escolher qual a melhor técnica para cada tipo de distúrbio ou patologia é fundamental. Empregar corretamente e aplicar adequadamente o tipo de técnica escolhida ira melhorar a qualidade de vida de seu aluno e o desempenho funcional do mesmo. APROVEITE.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

VOCÊ JÁ TEVE CANELITE?

Canelite é uma inflamação na camada que reveste a tíbia chamada de periósteo. Ela pode ocorrer devido à falta de preparo do corredor e também com os excessos.



Geralmente acontece quando um corredor está acostumado a correr em piso de terra batida ou grama e passa a correr em uma superfície mais dura como o asfalto ou cimento. Também esta relacionada quando ocorre uma mudança abrupta no volume de treinamento, como por exemplo, um corredor que esta acostumado a fazer 25km por semana de repente passa a percorrer 50 ou 60km em uma única semana. E ainda um terceiro fator, que sem dúvida pode contribuir para a canelite,é aquele seu tênis velho e inadequado.


Portanto fique ligado aos pequenos detalhes, porque aumentar o volume de treino principalmente em superfícies duras e ainda com o calçado errado pode ser uma experiência desagradável!


Tenha muito cuidado, suas “canelas” agradecem!

Um exercício bom para melhorar sua performance e não sentir mais essa dor, é um exercício que se faz no cross over na polia baixa, com a ajuda de uma faixa fazemos uma dorso-flexão no pé e soltando lentamente, com 3x 12 com pêso confortavel, o corredor trabalha o músculo tibial anterior, como segue exemplo da foto abaixo:

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

HIPERTENSÃO ARTERIAL, SAIBA MAIS...


Hipertensão arterial

A Pressão alta (hipertensão arterial) é a elevação persistente da pressão sanguínea e não a elevação ocasional, a que, por sinal, todos estamos sujeitos sem que isto represente qualquer anormalidade.
A hipertensão arterial também é conhecida como o “assassino silencioso”, pois não produz sintomas.
A pressão arterial cronicamente elevada pode lesar as artérias do globo ocular (da retina), os rins e o cérebro, além de sobrecarregar o coração e provocar o espessamento (hipertrofia) de suas paredes.
Em mais de 95% dos pacientes não há uma causa específica para o problema.
A hipertensão arterial é tratada com restrição de sal, exercícios aeróbicos regulares, perda de peso e, quando necessário, medicamentos.
Hipertensos diabéticos representam um grupo de risco especialmente elevado e nestes, a pressão arterial a ser atingida com o tratamento deve ser ainda menor que nos hipertensos não diabéticos.
O que é hipertensão arterial?
Em primeiro lugar, é bom ficar claro que hipertensão arterial não significa estresse emocional. A hipertensão caracteriza-se pelo bombeamento de sangue através de nossas artérias a uma pressão superior àquela encontrada na maioria das pessoas. Ela é geralmente diagnosticada quado um tensiômetro colocado no braço registra níveis iguais ou superiores a 140/90 mmHg em múltiplas aferições sob diferentes condições (mmHg significa milímetros de mercúrio e é a unidade para mensuração da pressão). Acima deste nível, é maior o risco de agressões a órgãos nobres como coração, cérebro e rins, além de acelerar-se o processo de endurecimento das artérias (arteriosclerose) e facilitar-se o depósito de gordura nos vasos (aterosclerose).
A pressão sistólica, ou máxima, como habitualmente dizemos, representa a pressão nas nossas artérias quado o coração se contrai e ejeta sangue dentro delas. A pressão diastólica ou mínima, ocorre quando o coração se relaxa e representa a pressão mínima a que as artérias estão expostas antes da contração cardíaca subsequente.



A hipertensão afeta cerca de 20% da população brasileira e, neste grupo, para um mesmo nível de pressão arterial, os órgãos dos pacientes de raça negra são mais afetados que os de outras raças.
Em oitenta por cento dos casos, a pressão está levemente elevada (pressão diastólica entre 90 e 104 mmHg e/ou pressão sistólica entre 140 e 159 mmHg). A chamada “hipertensão sistólica isolada” onde apenas a pressão sistólica se encontra elevada afeta cerca de 30% a 40% da população acima de 65 anos e associa-se com o mesmo risco de derrame cerebral e infarto do miocárdio.

Quais as complicações decorrentes da hipertensão?
A mais grave é a doença das artérias. Estes vasos sangüíneos têm paredes lisas e levam o sangue do coração para todos os órgãos do corpo.
Com a hipertensão arterial ocorre infiltração de açúcar, gorduras, cálcio e outras substâncias nas paredes das artérias, o que provoca o aparecimento das lesões arteriais.
As lesões arteriais aumentando progressivamente vão agredindo os órgãos, devido à falta de adequada oxigenação dos tecidos (isquemia).
O prejuízo é maior quando ocorre o fechamento da artéria (infarto), provocando a morte do tecido que era nutrido por esta artéria.
Desta forma teremos os comprometimentos dos órgãos de acordo com as artérias afetadas, conforme figura abaixo.
Ou seja: no cérebro teremos o infarto cerebral, ou acidente vascular cerebral (AVC), ou também chamado pelos leigos de derrame cerebral.




Nos rins ocorre o infarto renal.





Nos intestinos o infarto intestinal.





Nos membros leva à gangrena





No coração à angina do peito e ao infarto do miocárdio.




A Hipertensão Arterial também provoca a hipertrofia do músculo do coração. Em outras palavras o músculo fica mais espesso e, portanto, há uma maior dificuldade de nutrição do mesmo pelas artérias coronarianas.

CORAÇÃO HIPERTROFIADO E DILATADO – Estágio Descompensado









O que sente um paciente com pressão alta?

NADA. Este é o grande problema desta doença, e não é à toa que a chamam de “assassina silenciosa”. Esta condição vai exercendo seus estragos silenciosamente sem que o paciente se aperceba. Sintomas geralmente atribuídos à pressão alta como dor de cabeça, vertigens, visão borrada, são raros. A única maneira de diagnosticar hipertensão arterial é tirando a pressão e tratando-a a tempo, antes que as consequências sobre os vasos e órgãos nobres se manifestem. Por isso é importante uma conscientização sobre a necessidade de avaliar periodicamente a pressão, e mais ainda, se houver história familiar de hipertensão arterial.

Como se diagnostica a hipertensão arterial?




A pressão alta é diagnosticada quando a medida revela uma pressão sistólica acima de 140 mmHg e/ou uma pressão diastólica acima de 90 mmHg.
Uma vez diagnosticada a existência de hipertensão arterial, é preciso proceder a uma avaliação do grau de acometimento dos órgãos-alvo, ou seja, aqueles preferencialmente agredidos pela pressão alta: vasos sanguíneos, coração, rins e cérebro. Obviamente, o exame clínico já fornece algumas informações importantes. O exame do fundo de olho dá uma idéia do estado das pequenas artérias, precocemente atingidas pela hipertensão. O coração é avaliado por eletrocardiograma e ecocardiograma (ultrassom do coração) e estes exames podem demonstrar o espessamento (hipertrofia) das paredes do coração: a pressão alta sem controle pode acabar levando à dilatação do coração e insuficiência cardíaca. O raio-X do tórax é útil para avaliação do tamanho do coração e do acúmulo de líquido nos pulmões quando ocorre insuficiência cardíaca. Exames de sangue e urina ajudam a identificar o acometiment dos rins. O ultrassom das artérias do pescoço (duplex-scan de carótidas e vertebrais) é por vezes indicado para avaliar o risco de derrame cerebral, pois a partir de acúmulo de gordura (aterosclerose) nestes vasos originam-se boa parte destes trágicos acidentes. A identificação de pacientes em risco pode orientar a instituição de medidas preventivas.
Como a pressão arterial oscila muito ao longo do dia e pode elevar-se em resposta a situações de estresse, não é incomum encontrarmos pacientes com pressão normal, porém sistematicamente alta quando vão ao consultório médico. Como resultado, o paciente pode acabar recebendo um “rótulo” pelo resto da vida e ser tratado com remédios sem ser hipertenso na realidade. Esta condição é benigna e denomina-se “hipertensão do jaleco branco” ou mais simplesmente “hipertensão de consultório”. Para diferenciá-la da verdadeira hipertensão, solicitamos ao paciente que tire sua própria pressão com aparelhos (confiáveis) automatizados e nos apresente um pequeno diário com os valores de medidas repetidas fora do consultório. Um método preciso para diferenciar a verdadeira hipertensão da “hipertensão de consultório” é a monitoração ambulatorial da pressão arterial, ou mais simplesmente M.A.P.A. ou M.R.P.A, nos quais um pequeno registrador é acoplado a um manguito adaptado ao braço do paciente. A pressão é automaticamente registrada a intervalos regulares num período de 24 horas ou durante 5 dias,pela manhã e à noite, e os resultados analisados num programa especial de computador.

Qual a causa da pressão alta?

Não existe uma causa específica em 95% dos casos e por isso a hipertensão é chamada de “primária” ou “essencial”. A grande maioria dos casos de hipertensão primária resulta do aumento da rigidez das artérias periféricas (aumento da resistência periférica) que por sua vez associa-se a herança genética, sobrepeso, consumo excessivo de sal, vida sedentária e ao próprio envelhecimento.
Dentre os 5% de causas identificáveis, a mais freqüente é a hipertensão associada a uso de pílulas anticoncepcionais em mulheres acima de 35 anos, especialmente fumantes. Para estas mulheres, o tratamento basicamente consiste na interrupção do uso das pílulas e na cessação do tabagismo.
O estreitamento de uma ou mais artérias que irrigam os rins é uma condição relativamente rara, que causa hipertensão grave, geralmente de início súbito. A maioria destes casos (66%) ocorre em pacientes idosos e resulta do crescimento de uma placa de aterosclerose na artéria que irriga um dos rins. Os 33% restantes resultam de espessamento (fibroplasia) da parede muscular da artéria e acometem preferencialmente mulheres jovens. Esta condição pode ser diagnosticada por arteriografia renal (injeção de contraste com raios-X) mas antes disso, alguns exames não invasivos permitem reforçar a suspeita clínica (ultrassom duplex de artérias renais, cintilografia renal). O tratamento é através de angioplastia, ou seja, dilatação da artéria com balão ou de cirurgia.
Outras causas menos comuns são tumores das glândulas suprarrenais (sindrome de Cushing, feocromocitomas) cujo dagnóstico pode ser suspeitado através de exames de sangue e confirmado por tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
Como se trata a hipertensão arterial?
O tratamento da hipertensão arterial é por toda a vida. A doença, na grande maioria das vezes, não tem cura, mas tem tratamento e controle. A redução da pressão arterial por dieta, exercícios físicos, perda de peso e medicação, tem um efeito dramático na prevenção de complicações, permitido que o paciente leve vida absolutamente normal.
Mais da metade dos pacientes têm sua pressão reduzida apenas com a eliminação do saleiro e das comidas com alto conteúdo de sal, como conservas, enlatados, alimentos processados e industrializados. A perda de peso tem profundo impacto sobre o controle da pressão, muitas vezes eliminando a necessidade de medicamentos. Estes, por sua vez, reduzem o risco de infarto, falência renal e derrame cerebral, podendo e devendo ser usados quando as simples medidas dietéticas não controlam a pressão ou quando, ao exame do paciente, já se identificam sinais de agressão a órgãos nobres (órgãos-alvo). Hoje, numerosas são as classes de medicamentos destinados a controlar a pressão arterial, cada uma exercendo efeito diferente e, dentro de cada classe, há muitos medicamentos disponíveis. Por este motivo, hoje em dia é muito raro encontrarmos pacientes resistentes à combinação de agentes anti-hipertensivos.
Dente os medicamentos mais utilizados, encontramos os diuréticos, que neste caso, não se destinam a fazer com que os pacientes urinem mais, como muitos pensam. Na verdade, os diuréticos (basicamente os tiazídicos ou combinações como são administrados em baixas doses e ajudam os vasos sanguíneos a se relaxarem, conseqüentemente baixando a pressão. Os diuréticos também são comumente prescritos em associação com outros agentes em baixas doses de modo que um potencializa a ação do outro, com menos efeitos colaterais do que quando cada droga é utilizada isoladamente em doses maiores.
Os betabloqueadores (PROPRANOLOL, ATENOLOL, METOPROLOL, etc.) reduzem a força da contração cardíaca, conseqüentemente baixando a pressão. Na maioria das vezes são bem tolerados, mas podem causar depressão, fadiga e, eventualmente, impotência sexual.
Os bloqueadores dos canais de cálcio (ANLODIPINO, VERAPAMIL, DILTIAZEM, NITRENDIPINO, etc.) relaxam a musculatura das artérias e também podem diminuir a força de contração do coração. Podem provocar inchação dos pés, dor de cabeça, vermelhidão, constipação intestinal.
Os inibidores da enzima conversora da angiotensina (CAPTOPRIL, ENALAPRIL, LISINOPRIL, QUINAPRIL,RAMIPRIL,FOSINOPRIL, etc.) previnem a produção de um agente natural, a angiotensina II, um potente constritor dos vasos sanguíneos com consequente relaxamento dos vasos e queda da pressão. Estes medicamentos costumam ser muito bem tolerados, mas alguns pacientes são obrigados a suspendê-los devido ao aparecimento de tosse seca. Outros mais raramente podem desenvolver insuficiência renal, podendo, porém, ser facilmente identificados por exames de sangue antes que esta complicação ocorra.

Os inibidores dos receptores da angiotensina II (LOSARTAN, VALSARTAN, CANDESARTAN, CANDESARTAN, IRBESARTANA, etc.) são os mais novos armamentos do arsenal de drogas contra a hipertensão arterial. Seu mecanismo de ação é por bloqueio da ação da angiotensina II sobre os locais onde ela age, e não por inibição de sua produção. Por isso sua ação é parecida com a dos inibidores da enzima conversora da angiotensina, mas são excepcionalmente bem tolerados e não produzem tosse. Infelizmente, ainda são medicamentos muito caros.
Existem outras classes de medicamentos, como os vasodilatadores os alfa-bloqueadores (PRAZOSINA) os alfa-agonistas centrais (METILDOPA, CLONIDINA)e os novos inibidores da renina (ALESQUIRENO).
É preciso salientar que o controle da hipertensão arterial em diabéticos deve ser muito mais intenso, pois estes pacientes encontram-se em risco muito maior para o desenvolvimento (rápido) de lesões dos vasos sanguíneos. Para estes, é necessário garantir a obtenção de cifras mais baixas, em torno de 120/75 mmHg.
Técnicas de terapia alternativa como acupuntura e relaxamento podem ser úteis e têm ganhado mais aceitação.

A melhor abordagem para o problema da hipertensão arterial é a conscientização do público sobre seus riscos, e a necessidade de diagnóstico precoce e tratamento permanente, antes que o dano irreversível se instale. Medidas simples, não medicamentosas, mas que implicam uma modificação de hábitos de vida não saudáveis podem resolver a grande maioria dos casos.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Câncer e Atividade Física

Conhecendo os fatores de influência e alterações do metabolismo


O que é Câncer?

O Câncer é um conjunto de doenças caracterizado pela substituição de células normais por células com material genético alterado, fazendo com que os tecidos percam sua função.
Essas células alteradas multiplicam-se rápida e descontroladamente, aumentando a massa tumoral em um curto espaço de tempo.
Além de manter-se em seu local de origem, o conjunto de células cancerígenas pode migrar para outro local do corpo, atingindo outro tecido, a esse processo, dá-se o nome de metástase.
Dependendo do tecido onde o tumor se instala, o câncer recebe uma outra denominação, por exemplo, quando se instala em epitélio, seja ele interno ou externo, recebe o nome de carcinoma; quando se instala em tecido de suporte, como osso, tecido adiposo e músculo, recebe o nome de sarcoma; quando originam-se em células que produzem pigmento, denomina-se melanoma, etc…

Causas

As causas desse processo são inúmeras, podendo estar relacionadas com fatores genéticos ou ambientais, sendo esta segunda a apresentada na maioria dos casos, como por exemplo dieta, fumo, contato com drogas ou substâncias tóxicas, poluição, radiação, estilo de vida etc…

Papel do Sistema Imune

O sistema Imunológico tem um papel fundamental na proteção do organismo, tendo capacidade de reconhecer fatores estranhos, como as células canceroras. Ele é constituído de células distribuídas em vários órgãos denominados linfóides (fígado, baço, timo, gânglios linfáticos, medula óssea) e circulante no sangue, sendo que as principais células acionadas na defesa contra o câncer, são os linfócitos, que atacam as células infectadas e secretam linfocinas, que regulam e estimulam o desenvolvimento de outras células do próprio sistema imune.
Todos os tipos de câncer provocam uma imunodepressão, enfraquecendo o Sistema Imune.

Epidemiologia

Atualmente o Cancer é responsável pela morte de mais de 122.000 indivíduos por ano, no Brasil, e mais de 6 milhões no mundo inteiro, conforme dados da OMS.

Fisiologia

A maioria dos óbitos causado pelo câncer são devido à instalação de um catabolismo intenso no organismo (caquexia), que é geralmente caracterizado pelo desenvolvimento de anemia, anorexia, perda de peso, astenia e alteração no metabolismo dos macronutrientes; o que traz como conseqüência elevadas concentrações de substratos circulantes. Isso seria de grande utilidade para fortalecer as células imunológicas; porém, as células tumorais apresentam grande quantidade de GLUT1 e GLUT3 em sua membrana, assim, captam esses substratos com mais facilidade estando em constante competição com o sistema imune.
Além disso, em resposta ao estímulo dado pelas células cancerígenas, o sistema imune secreta uma série de mediadores químicos, conhecidos como citocinas pró-inflamatórias, que provocam uma alteração maléfica do metabolismo do paciente.

Câncer e Exercício

Inúmeros estudos evidenciam que a prática regular de exercícios físicos reduz os riscos de contrair a doença, e melhora as condições de vida de portadores de tumor, beneficiando assim a qualidade de vida do paciente.

Exercício como Prevenção

O exercício reduz os níveis de glicose e de insulina e eleva os níveis de hormônios corticosteróideos, eleva também os níveis de citocinas antiinflamatórias e aumenta a expressão dos receptores da insulina nas células que combatem o câncer.
Sabe-se também que a atividade física aumenta a produção de interferon, estimula a enzima glicogênio sintetase, aprimora a função dos leucócitos e acera o metabolismo do ácido ascórbico, isso faz com que tenha uma contribuição na prevenção da formação de tumores cancerosos.
Muitos estudos associam também obesidade ao risco de desenvolver câncer; uma das explicações é o fato de a obesidade ser uma doença crônica, inflamatória, pois o tecido adiposo, em especial o branco, secretar mais de 50 substâncias, dentre as quais estão relacionadas as famigeradas citocinas, citadas anteriormente; portanto para indivíduos que têm um estilo de vida saudável, com prática e de exercícios físicos e uma dieta balanceada, esse risco diminui consideravelmente..

“O obeso tem uma maior chance de desenvolver o câncer de mama, principalmente as mulheres depois da menopausa. Na mulher obesa, há ainda a freqüência do câncer do colo do útero. Outros tipos de câncer, como o do pâncreas e do esôfago também estão ligados ao peso”, disse Fernando da Cunha - diretor do Centro de Oncologia de Campinas em entrevista ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional (disponível em http://www.ecodebate.com.br/2009/11/30/diretor-do-centro-de-oncologia-de-campinas-diz-que-incidencia-de-cancer-esta-diretamente-ligada-a-obesidade/)

Estudo comparativo de freqüência cardíaca de repouso mostra que quando o há uma freqüência cardíaca de repouso baixa, indicando um bom condicionamento físico há menos incidência de câncer.

Sabe-se, também, que o exercício em intensidade moderada/intensa auxilia no fortalecimento do sistema imunológico, ao contrário de exercícios de alta intensidade (como maratonas) que o deprimem.

Exercício como auxiliar no tratamento

Exercício minimiza os efeitos do tratamento medicamentoso e cirúrgico do paciente com câncer.
A fadiga, sintoma comum em pacientes em tratamento de câncer, é um grande fator limitante para o início da prática, porém Dimeo et al (1998), investigaram os efeitos do treinamento aeróbio nos pacientes que apresentavam esse sintoma e chegaram à conclusão que um programa bem definido quanto intensidade, duração e freqüência pode ser utilizado como ferramenta para atenuá-lo.
Pacientes com câncer de mama que não realizam exercícios logo após a cirurgia podem desenvolver linfedema, que pode limitar o movimento articular, além de evoluir para complicações mais sérias, como as infecciosas, tróficas, osteoarticulares, neoplásicas e psicológicas.

Exercício na Sobrevida

Holmes et al (1998) investigaram em seu estudo a vida de mais de 2900 mulheres diagnosticadas com câncer de mama e chegaram à conclusão de que aquelas que se mantiveram ativas, praticando atividades de moderada intensidade, reduziram o risco de evolução do tumor para outra localidade do corpo (matástase), e apresentararam mais disposição para atividades cotidianas; mas também verificaram que aquelas que praticaram exercício muito intenso apresentaram uma evolução do estágio 1 da doença para o estágio 2, o que sugere eu exercícios muito intensos não são recomendados a esses pacientes.
Todo exercício auxilia na manutenção dos níveis funcionais do organismo, e com o paciente que apresenta câncer, isso não é diferente, incluir atividades físicas em sua rotina faz com que os substratos “livres” no sangue sejam utilizados para dar energia para a prática, diminuindo então essa oferta às células cancerosas, ajudando no controle da doença. Além disso, os benefícios psicológicos são inúmeros.
O exercício físico, quando devidamente controlado em volume, intensidade e freqüência, é um grande aliado na prevenção e tratamento do paciente com câncer. Conhecer seus efeitos é papel do Educador Físico que vai lidar com esse público e com saúde e qualidade de vida para a população em geral.

DICAS PARA PREVINIR O CÂNCER:
1- Faça consultas periódicas com seu médico - MulheresàGinecologista; HomensàUrologista;
2- Faça exames preventivos de investigação - Mulheres à Exames ginecológicos e auto exame da Mama; Homens à Exames de investigação de próstata;
3- Após 50 anos, faça exames investigativos de detecção de sangue em fezes;
4- Consulte-se com regularidade com seu dentista, e mantenha uma adequada higiene bucal;
5- Evite exposição prolongada ao sol, procure horários de menos risco (antes das 10hs e depois das 16hs) e use sempre protetor solar, chapéu etc…;
6- Limite ingestão de bebidas alcoólicas;
7- Faça uma dieta balanceada, evite a obesidade;
8- Não utilize medicamentos sem o conhecimento de seu médico;
9- Pare de FUMAR!
10- Pratique exercícios físicos com regularidade.

BIBLIOGRAFIA

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3- BATTAGLINI C.L.; BOTTARO M.; CAMPBELL J.S.; NOVAES J.; SIMÃO R. Atividade Física e níveis de fadiga em pacientes portadores de câncer. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. V.10, N.2, p.98-104, 2004

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7- REZENDE L.F.; BELETTI P.O.; FRANCO R.L.; MORAES S.S.; GURGEL M.S.C. Exercícios livres versus direcionados nas complicações pós-operatórias de câncer de mama. Revista da Associação Médica Brasileira. V.52, N.1, p.37-42, 2006

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